jul 06

Segundo dados da própria Fundação Mozilla, mais de 5 milhões de cópias do Firefox 3.5 foram baixadas nas primeiras 24 horas após seu lançamento. Disponível em mais de 70 idiomas – graças aos esforços de tradução da comunidade internacional de usuários – e em versões para Windows, Linux e Mac OS X, só esta versão já responde por 3% do mercado mundial de navegadores, mais que o mercado total de concorrentes mais tradicionais, como o Opera.

Somando-se todas as versões, o Firefox responde por cerca de 28% do mercado mundial de navegadores, contra 65% do Internet Explorer, segundo dados do site whos.amung.us. O terceiro colocado seria o Chrome, do Google, com pouco mais de 3%.

Lançado nesta semana, o Firefox 3.5 tem como um de seus principais destaques o novo motor JavaScript, batizado de “TraceMonkey”, que promete acelerar o desempenho em sites da Web 2.0 como o GMail. Também há um modo de navegação privada, que apaga todos os rastros de navegação na web assim que a janela é fechada e suporte ao novo padrão HTML5, incluindo o streaming de vídeo e áudio sem plugins.

Melhorias no Gecko, o “motor” responsável pela renderização das páginas, tornaram o navegador mais veloz. De acordo com o site Betanews, o Firefox 3.5 pode ser até 900% mais rápido que o Internet Explorer 7 rodando no Windows Vista SP1.

Apesar do sucesso, o Firefox 3.5 não conseguiu bater o recorde de seu antecessor. Apoiado por uma campanha de divulgação que chegou a incluir um anúncio de página inteira no jornal The New York Times, o Firefox 3.0 (lançado em junho de 2008) ultrapassou os 8 milhões de downloads nas primeiras 24 horas após o lançamento. O feito rendeu a inclusão do software no Guiness Book, o “livro dos recordes”.

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jul 06

Usuários do novo motor de busca da Microsoft, o Bing, vão encontrar mais uma opção de resultados ao realizarem suas pesquisas: posts do microblog Twitter. Segundo o site Startup Meme, o novo recurso prova que a empresa está trabalhando em uma forma de aumentar a velocidade de indexação de conteúdo e o relacionamento com redes sociais – e também oferecer um diferencial não contemplado por seu atual arqui-inimigo, o Google.

Na primeira fase, contas de celebridades e políticos devem aparecer. De acordo com o canal de notícias da CNet, Google e Yahoo! retornam apenas um resultado com a página principal do perfil buscado. Já o Bing retorna um quadro com, pelo menos, dois tweets, link para o perfil e a fonte, criada com o auxílio da API do microblog.

O blog oficial do buscador avisa que para conseguir os resultados, é preciso inserir o nome da celebridade procurada e a palavra “twitter” no campo de busca, ou o nome de usuário cadastrado no sistema acompanhado da arroba, como “@karaswisher”.

Com um mês de atuação, o Bing conquistou 8,23% de participação no mercado, ficando logo atrás do Yahoo!, com 11,04%, e do Google, com 78,48%, de acordo com os dados da StarCounter para o mês de junho.

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jul 06

Em fevereiro deste ano a TomTom, fabricante de dispositivos GPS para navegação automotiva, foi processada pela Microsoft por violação de duas de suas patentes, relacionadas à criação e manipulação de arquivos em discos formatados com o sistema de arquivos FAT, usado no MS-DOS e todas as versões do Windows. Microsoft e TomTom eventualmente chegaram a um acordo, mas o episódio preocupou os desenvolvedores do Linux.

O modo como o sistema lida com discos formatados em FAT é o mesmo usado pela TomTom, e poderia gerar processos contra desenvolvedores e distribuições Linux. A solução mais simples, eliminar o suporte a este sistema de arquivos, é inviável já que implicaria eliminar também o suporte a milhares de aparelhos já nas mãos dos usuários.

Apesar de ser atualmente considerado obsoleto, o sistema criado pela própria Microsoft na década de 80 foi usado durante décadas em todos os PCs com o MS-DOS e, mais tarde, em todas as versões do Windows até hoje. Devido a essa popularidade é usado em praticamente qualquer aparelho que precise ler e gravar dados em um “disco”, seja um disco rígido ou memória flash, de pendrives a MP3 players, câmeras digitais e, claro, unidades GPS.

Andrew Tridgell, autor do Samba, software que permite que máquinas Linux participem de redes Microsoft, pode ter encontrado uma solução. As patentes em questão são relacionadas à forma como o sistema operacional lida com os nomes dos arquivos: sistemas FAT16 limitam os nomes a 11 caracteres, 8 para o nome, um ponto e mais 3 para a extensão (ex: arquivos.txt).

Sistemas FAT 32, mais modernos, permitem até 256 caracteres no nome do arquivo, mas ao mesmo tempo geram um nome no antigo formato 8.3 para garantir a compatibilidade dos discos com sistemas operacionais que só compreendam o antigo formato FAT16. É nesse processo que está o problema: a patente da Microsoft lida com a geração de um nome para um arquivo em ambos os formatos.

A solução proposta por Tridgell, na forma de um patch para o kernel Linux, é engenhosa: ao criar um arquivo, o nome é verificado. Se ele “couber” no espaço de 11 caracteres, a convenção antiga (8.3) é usada, e um nome longo para o arquivo não é gerado. Caso contrário, um nome longo é gerado, e o que seria o nome “curto” é preenchido com caracteres inválidos, fazendo com que seja ignorado pelo sistema. Ou seja, na prática o arquivo fica tendo só um nome longo ou só um nome curto, mas não os dois, evitando a patente.

Segundo o site Ars Technica, código está sendo analisado por uma equipe de advogados da Linux Foundation, que acredita que ele evita todas as questões legais possíveis, além de não alterar, na maioria dos casos, o comportamento esperado pelo usuário quando este lida com discos formatados em FAT. Se o código for aprovado, será incluído na distribuição oficial do kernel Linux.

A Linux Foundation lembra que acredita que a patente da Microsoft é inválida. O patch funciona como uma “medida de segurança”, permitindo que empresas continuem usando o suporte ao sistema de arquivos FAT se necessário, ao mesmo tempo em que evitam o risco de uma batalha legal que pode ser dispendiosa, cansativa e, para pequenas empresas, até mesmo letal.

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jul 06

Os usuários do iPhone 3G S, lançado há duas semanas, querem duas coisas: usar o aparelho em qualquer operadora e rodar qualquer aplicativo nele, não apenas os aprovados pela Apple. O primeiro desejo foi atendido com o software ultrasn0w semana passada. Agora, o segundo pode ser também saciado. Detalhe: seu criador tem apenas 19 anos.

George Hotz, ou GeoHot, como é conhecido, trabalha para o Google em seus escritórios de Nova Jersey. Seu hack, batizado de Purple Ra1n, permite o jailbreaking de aplicativos, antes impossível no iPhone 3G S, embora seja “carne de vaca” nos modelos anteriores. Com isso, qualquer app pode ser instalado no iPhone, mesmo os que foram reprovados pela censura da Apple e não estão disponíveis na App Store.

Segundo o site NewsFactor, Holtz participou, quando tinha 16 anos, da equipe que destravou a primeira geração do iPhone, que na época permitia usar o aparelho em qualquer operadora (nos Estados Unidos, o iPhone era exclusivo da AT&T). Essa experiência foi importante, de acordo com o próprio Hotz, para a criação do Purple Ra1n.

O blog de Hotz, On The iPhone (iphonejtag.blogspot.com), comemora o feito com um trocadilho do nome do jailbreak (I make it ra1n, ou “eu faço ch0v3r”). O desenvolvedor resolveu lançar o desbloqueio já, em vez de esperar a Apple lançar o OS 3.1, que era o plano inicial do iPhone Dev Team.

“Caras, pra que esperar? Não é assim que jogamos esse jogo. A gente quebra, a Apple conserta, a gente acha novas falhas. Não precisamos esperar como se esse fosse o último ‘buraco’ (falha) no iPhone. Que ultimo buraco? Isso aqui não é golfe!”, alfineta.

No blog de Hotz estão todas as recomendações e instruções para fazer o jailbreaking, incluindo a dica muito importante de fazer backup de tudo, antes. O software pode ser baixado de http://purplera1n.com.

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jul 06

O Facebook provavelmente registrará bilhões de dólares em receita dentro de cinco anos, ante os US$ 500 milhões que terá este ano, de acordo com Mark Andreessen, empresário do Vale do Silício e membro do Conselho da empresa.

Andreessen disse à Reuters que o mais popular dos serviços mundiais de redes sociais poderia acumular US$ 1 bilhão em receita este ano, se trabalhasse mais na venda de publicidade.

Mas acrescentou que a essa altura é mais importante para sites sociais como o Facebook e o Twitter manter e ampliar suas bases de usuários, e capturar mercado, em lugar de se preocuparem demais com obter lucros rapidamente.

“Este ano, eles terão receita de mais de US$ 500 milhões”, disse Andreessen em entrevista, apontando para o fato de que o Facebook tem mais de 225 milhões de usuários, o que indica que a receita por usuário continua baixa.

“Se eles acelerassem a monetização, faturariam mais de US$ 1 bilhão este ano”, disse Andreessen, que foi tema de reportagem de capa da revista Time como fundador da primeira produtora mundial de navegadores de internet, a Netscape.

O Facebook jamais revelou informações sobre sua receita, limitando-se a afirmar que antecipava uma alta de 70% este ano.

“Há todos os motivos para esperar, em minha opinião, que essa coisa possa estar faturando bilhões dentro de cinco anos”, afirmou Andreessen.

O executivo, que está criando um fundo de capital para empreendimentos em sociedade com Ben Horowitz, outro antigo executivo da Netscape, lamenta não ter investido no Facebook. “Eu provavelmente teria podido, se tivesse insistido, mas não o fiz”, disse ele, acrescentando que conhecia os fundadores da empresa desde o começo.

Andreessen investiu no Twitter, um site de microblogs de rápido crescimento que permite que os usuários se comuniquem por meio de mensagens de 140 caracteres conhecidas como tweets.

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